quarta-feira, 1 de março de 2000

Saudades, Saudades, Saudades...

A calmaria acaba e mais uma vez o mar bravio esbraveja sua fúria sobre o agonizante barco. Que esperança há se perder a única coisa que o liga a si mesmo? Que esperança se te perder? Quais sonhos se perderão? Quais conseguirão se safar? E o pequeno diário de bordo da embarcação será então os únicos ouvidos a escutar a solidão reinante sobre o véu oceânico? Quem vai ouvir a
sua voz? Quem vai enxugar as suas lágrimas? E o vento sopra bravio e talvez não lhe tenha tirado a direção, ou parado de apontá-la, mas somente o entusiasmo e a força para seguir e construir o sonho outrora tão vivo.
Não, não pode ser assim. O amor não morre por vontade da razão! Na verdade o amor nunca morre, apenas se esconde para, talvez, um dia, voltar à tona. E o barco continua à deriva mais isolado do que nunca.

Nenhum comentário: