quinta-feira, 2 de março de 2000

Saudades, Saudades, Saudades...

Tempo e tempo passando sobre a alma e o som da liberdade ofuscado pelo ruidoso tilintar da solidão. Mares e oceanos de distância o separam de seu amor. Mas não distância física pois dessa já se libertou, mas a distância que não sabe expressar senão em um grito mudo de aflição. Passa e passa o tempo aprendendo o duro ofício de viver, aprendendo talvez a atingir o horizonte infinito sem nem mesmo sair do lugar. E pensar um dia ser poeta sem saber em palavras expressar a angústia e a dor do sofrer. E o poeta é esse que deriva ao mar da emoção, composto de suas lágrimas, correndo à ilha do esquecimento. Poeta que sabe sentir mas não sabe o que sente, sabe pensar mas lhe falta o agir.
Aprende e percebe então que a vida tem um, só um, sentido e direção, que não conhece mas sabe que é dirigida e mantida pela brisa forte, suave e imperceptível do agir de Deus.

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