terça-feira, 29 de fevereiro de 2000

Saudades, Saudades, Saudades...

O barco navega entre calmarias e tempestades. Muitas vezes os rochedos de alguma ilha desconhecida se aproximam ferozmente tentando devorar os movimentos às vezes lentos da nau desgovernada. Só o vento e as ondas carregam o pequeno barco e lhe dão direção. Dia após dia persiste em navegar e sabe que há de chegar ou encontrar algo. Mas em toda sua jornada, mesmo sem saber em que parte dela está, liberta-se de tudo o que ficou, inclusive a distância. Não pode
medí-la e nem sentí-la e sabe que a pode superar. Por isso em toda ela não deixa de amá-la pois na verdade ela está bem ao seu lado e não há mais distância.
Mesmo assim sente-se só no imenso oceano mesmo que hajam vários outros a navegar, pois a neblina por sobre a água os separam em milhas, sendo cada um por si, em sua própria direção, com seu próprio guia.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2000

Saudades, Saudades, Saudades...

Eu saúdo a solidão e festejo a independência, e como barco que sai do porto em direção ao mar aberto embarco a âncora de todos os sonhos e esperanças e velejo sempre para o Norte, mesmo sem saber que direção é esta.
Mesmo que todas as tempestades venham a tentar barrar a rota incerta que estou a percorrer, nada pode me ancorar e ao meio do caminho fazer-me desistir. E vou. E vou. E vou. Pelo vento que ninguém sabe de onde vem e pelo sopro do amor, do sonho e da vida, para sonhar cada vez mais a única coisa que há de me fazer querer voltar. Mas sei que pelo meio do caminho te encontrei e não deixarei de sonhar e acreditar que caminharás comigo, ao meu lado, para o nosso objetivo alcançarmos.